Nome científico: Vaccinium myrtillus L; Vaccinium asbey Read.
Família: Ericaceae.
Similar botânico: Vaccinium arboreum
Outros nomes populares: blueberry (inglês), arándano ou mirtilo (espanhol), myrtille (francês).
Origem: Vários países da Europa e Estados Unidos.
Espécies: Há muitas espécies de mirtilo, sendo que as principais espécies com expressão comercial são divididas em três grupos, de acordo com o genótipo, hábito de crescimento, tipo de fruto produzido e outras características.
As práticas de manejo são diferenciadas para cada um dos grupos, desde a produção de mudas até a colheita e utilização dos frutos. Estes grupos são:
a) "highbush" (mirtilo gigante), tetraplóide, originário da costa oeste da América do Norte. Sua produção, dentre os demais grupos, é a de melhor qualidade, tanto em tamanho quanto em sabor dos frutos. A principal espécie deste grupo é Vaccinium corymbosum L., ainda que as espécies V. australe e V. darrowi possam ser usadas para fins de melhoramento genético;
b) "rabbiteye", hexaplóide, originário do sul da América do Norte. Compreende a espécie Vaccinium ashei Reade. Em relação ao grupo anterior, produz frutos de menor tamanho e de menor qualidade.Apresenta maior produção por planta e seus frutos têm uma maior conservação em pós-colheita. Apresenta maior importância comercial em regiões com menor disponibilidade de frio, por causa da sua tolerância a temperaturas mais elevadas e à deficiência hídrica;
c) "lowbush", diplóide, tem hábito de crescimento rasteiro e produz frutos de pequeno tamanho, cujo destino é a indústria processadora.
Constituintes químicos: ácidos orgânicos, antocianinas, glucoquininas, pectinas, taninos.
- Bagas: açúcares, ácidos orgânicos, taninos, vitaminas, pigmentos orgânicos.
- Frutos: taninos catéquicos (5%), ácidos orgânicos, açúcares, inositol, pectina, carotenos, pigmentos antociânicos (0,50%): neomirtilina-delfinidol, cianidol, malvidol, petunidol; flavonóides: rutósido.
- Folhas: taninos catéquicos (6-10%); hidroquinona, traços de arbutósido; flavonóides derivados do quercetósido, ácidos triterpênicos (ursólico, oleanólico), glucoquinina: neomirtilina; sais minerais: ferro, magnésio, cromo; traços de alcalóides quinolizidínicos: mirtina, epimirtina.
Características: A planta de porte arbustivo ou rasteiro é caducifólia. O fruto é uma baga de cor azul escura, de formato achatado, coroada pelos lóbulos persistentes do cálice e com aproximadamente 1 a 2,5 cm de diâmetro e 1,5 a 4 g de peso. Apresentam em seu interior muitas sementes e tem sabor doce-ácido a ácido.
Cultivo: A propagação de mirtilo pode ser realizada por sementes, rebentos ("suckers") e estacas. A propagação por sementes é útil no desenvolvimento de novas variedades, mas se caracteriza por induzir um longo período improdutivo e por produzir plantas diferenciadas da planta matriz em muitas características; o uso de rebentos permite a obtenção de plantas grandes em pequeno número e em tempo relativamente curto. A enxertia, a mergulhia e a propagação por sementes podem ser usadas com propósitos especiais. Em nível comercial, o mirtilo é propagado principalmente por estacas, mas este método de propagação proporciona resultados bastante variáveis conforme a espécie e a cultivar Em "rabbiteye", a propagação é preferencialmente realizada por estacas semilenhosas ou herbáceas, uma vez que o enraizamento obtido com estacas lenhosas é baixo.
Adicionalmente, a cultura de tecido pode superar a baixa eficiência dos métodos tradicionais de propagação desta espécie.
O mirtilo prefere solos ácidos (pH 4,0 a 5,2), com elevado teor de matéria orgânica (superior a 5%), boa retenção de umidade e boa drenagem. A exigência em frio hibernal varia de 300 a 1100 horas de frio (com temperaturas menores ou iguais a 7,2°C), conforme a espécie e a cultivar. Os frutos podem ser consumidos "in natura" ou após processamento por congelamento, desidratação, enlatamento ou fabrico de geléias ou licores. As características ornamentais do mirtilo contribuem para que esta seja uma alternativa adicional de utilização.
Há fatores que dificultam a expansão do mirtilo no Brasil, tais como as condições de clima e solo, o crescimento lento da planta, as dificuldades no manejo da colheita e a falta de mudas, devido a dificuldades de propagação em alguns cultivares. Por outro lado, as perspectivas de cultivo no Brasil são promissoras, tanto para consumo interno como para exportação. Para a maior parte das regiões do Sul do Brasil, onde o mirtilo tem maior possibilidade de adaptação, a espécie Vaccinium ashei é a mais promissora.
As plantas são arbustos de pequeno porte que crescem em sub-bosques de florestas temperadas na Europa. Vive em regiões nas quais o inverno é bastante rigoroso, daí a dificuldade em cultivá-lo no Brasil.
Parte utilizada: folhas, frutos.
Propriedades medicinais: adstringente, antibacteriana, antidiarréica, estimulante da circulação sangüínea, hipoglicêmica, tônica.
Indicações: diabete, catarro gastrintestinal, inflamação (bexiga, boca, laringe), diarréia, tonificar vistas cansadas, estimular a circulação sangüínea, reduzir a taxa de açúcar do sangue, eliminar catarros gastrintestinais, inflamações da bexiga, convalescença. Melhorar a visão noturna, retinopatia diabética, falta de perfusão renal, pré diabético.
- Frutos: varizes, hemorróidas, fragilidade capilar, arteriopatías, edemas por insuficiência venosa, hemeralopia, retinite pigmentaria, miopia.
- Folhas: diarréia, diabete, cistite, uretrite, pielonefrite, vulvovaginite. Uso externo: dermatomicoses, eczemas, feridas, úlceras dérmicas.
Atua em casos de diarréias graves. Indicado para ação local no alívio de inflamações na boca e catarros. Já foi muito utilizado contra febres. É atribuída à mirtilina a ação antibactericida. Possui um valor nutritivo indiscutível utilizado em marmeladas, talvez seja esta razão por ajudar a melhorar a visão noturna, devido à presença de vitaminas.
Mirtilo é uma planta que trabalha bem na restauração da pequena circulação e por isto é usada em retinopatia diabética, falta de perfusão renal, pé diabético, etc. Há um produto comercial no Brasil denominado miralis, fabricado pela Ativus Farmacêutica.
Contra-indicações/cuidados: gastrites e úlceras gastroduodenal. Devido à considerável quantidade de hidroquinona das folhas, os tratamentos devem ser descontínuos.
Efeitos colaterais: pacientes com gastrite ou úlceras gastroduodenais devem evitar o uso do mirtilo, pois devido aos taninos pode haver aumento da moléstia.
Modo de usar:
Fruto: - Fabricação de: doces, compotas, geléias, corante de vinhos;
- Consumido ao natural, seco ou cozido;
- Mastigados (secos) para tratar a diarréia;
- Vinho de mirtilo, a compota e o extrato alcoólico: diarréia;
- O sumo, a compota e a geléia: inflamações da boca e da laringe;
- Infusão de cinco colheres de sopa de fruto em um litro de água. Deixar por15 minutos. Beber durante o dia.
- Decocção de 35 g por litro de água. Ferver por 5 minutos. Beber a vontade.
Folhas: - Consumidas na forma de saladas.
- Compressas e máscara: repouso da pele do rosto.
- Infusão de cinco colheres de sopa de folhas em um litro de água(fervente). Deixar esfriar e beber durante o dia.
- Decocção de 5 colheres de sopa de folhas por litro de água. Ferver por 5minutos. Tampar e deixar esfriar. Beber durante o dia.
O mirtilo, cujo nome científico é Vaccinium myrtillus, é o blueberry ou cereja azul dos norte-americanos e tem fama de ser uma planta que promove a longevidade. Quem incentiva o plantio dessa espécie no Brasil, mas apenas no Rio Grande do Sul, é a Embrapa Clima Temperado, que tem as mudas, na região de Pelotas. É inútil plantar o mirtilo em outros Estados. Uma dascaracterísticas da planta é precisar de muito frio para produzir, pelo menos 1.100 horas anuais com temperaturas abaixo de 7 graus. É por isso que o Brasil tem importado a fruta, que pode ser encontrada a preços muito altos nos supermercados sofisticados.
O mirtilo (blueberry, em inglês; arándano, em espanhol) é uma espécie ainda pouco conhecida no Brasil. Sua implantação data da segunda metade da década de 1980, em uma coleção de cultivares na Embrapa Clima Temperado (Pelotas, RS) e a primeira iniciativa comercial no país começou a partir de 1990, em Vacaria (RS). Apesar de ser uma espécie recente em nossas condições, o mirtilo é largamente cultivado em países do Hemisfério Norte, principalmente na Europa e Estados Unidos. Nestas regiões, a espécie tem importância comercial significativa, além de estar havendo uma ampla divulgação da utilização dos frutos como "fonte da longevidade", devido à sua composição nutricional. Estes fatores têm impulsionado o cultivo em regiões não-tradicionais, como a América do Sul, na qual destaca-se o Chile como principal produtor. Muitos destes países beneficiam-se da possibilidade de produção durante a entressafra européia e norte-americana.
Olhos
Estudo revela que Mirtilo (vaccinium myrtillus) e suplementos de luteina podem melhorar a saúde da sua visão.
Um estudo clínico recente revelou que o uso de mirtilo e suplementos de luteina aumentam significativamente os níveis de luteina no sangue e nos tecidos oculares, o que pode melhorar a saúde dos olhos.
Luteina é um dos maiores pigmentos encontrados na retina. Pesquisas recentes revelam que uma dieta rica em luteina, consistindo de muitas frutas e vegetais verdes e amarelos, está associada à redução do risco de DMRI (Degeneração Macular Relacionada a Idade), causa principal de perda de visão em adultos. A maioria dos Americanos, entretanto, não consome quantidadesuficiente de luteina em sua dieta.Há aproximadamente 1.7 milhões de pessoas acima dos 65 anos que sofrem com DMRI. Acredita-se que a luteina pode ter uma função protetora contra DMRI por absorver o efeito nocivo da luz azul dos raios solares e prover proteção antioxidante à retina.
Durante o estudo, 21 homens e mulheres consumiram suplementos de luteina e mirtilo por 6 meses (2.4 mg/dia). O soro (encontrado no sangue) e o nível de luteina macular (encontrado no tecido ocular) foram medidos ao longo do estudo e depois de 6 meses. O nível de luteina no soro aumentou em 128%. O estudo foi patrocinado pela Nutrilite, uma divisão da Amway, e conduzida em colaboração com pesquisadores da Florida International University em Miami (Flórida).
Um questionário administrado no começo do estudo descobriu que os participantes estavam consumindo apenas 1.2 mg de luteina por dia via ingestão de alimentos. O estudo mostrou que o aumento de luteina de 1.2 mg/dia para 3.6 mg/dia, através de suplementos de mirtilo e luteina, pode elevar o nível de luteina no soro próximo ao nível encontrado em indivíduos com dieta rica em luteina.
“A revelação surpreendente deste estudo é que uma dosagem tão pequena como 2.4mg/dia de luteina produziu aumento mensurável nos níveis de pigmentos da retina destes indivíduos em apenas 06 meses”, disse o Dr. John Landrum, professor da Florida International University e pesquisador chefe deste estudo.
“Este estudo ressalta a importância que os suplementos de luteina geram na quantidade de pigmentos presentes na mácula retiniana humana”.
Descobertas preliminares deste estudo foram apresentadas em abril no Experimental Biology'99 (FASEB) em Washington (DF). As descobertas do estudo completo foram apresentadas no 12º International Carotenoid Symposium em Cairns (Austrália) em julho e em outubro no American College of Nutrition Annual Meeting em Washington (DF). Publicações do manuscrito deste estudo são esperadas até o final do ano.
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Myrtillin (Bilberry Extract) – Remédio:
Myrtillin é dotado de poderosa ação sobre a micro-circulação, com atividade específica sobre os pequenos vasos. Myrtillin é um dos extratos mais bem divulgados e vendidos nos Estados Unidos e na Europa.
Myrtillin é obtido das bagas da uva-do-monte (Vaccinium myrtillus L.) e é padronizado em termos dos anotocianidinas presentes na sua constituição.
Essas antocianidinas agem fortalecendo as paredes dos capilares pela formação de um complexo com os fosfolipídios da membrana das células endoteliais (ação parietal).
Myrtillin possui especial atuação sobre desordens oftálmicas. Myrtillin é particularmente efetivo na área que circunda os olhos. Pode ser indicado na miopia, na hemeralopia (incapacidade de ver distintamente tanto com luz clara quanto sob iluminação reduzida), na fadiga ocular e na retinopatia causada pela fotossensibilidade em diabéticos.
Uso culinário: Na culinária pode ser utilizados em müsli, marmelada, vinho e bolos.Seu suco era empregado para tingir finos vinhos tintos.
Fotos:
http://ispb.univlyon1.fr/cours/botanique/photos_dicoty/dico%20Q%20a%20Z/Vaccinium%20myrtillus.jpghttp://www.heilpflanzen-suchmaschine.de/heidelbeere/heidelbeere_bilder.shtmlhttp://www.ibiblio.org/herbmed/pictures/p14/pages/vaccinium-myrtillus-3.htmwww.ibiblio.org\herbmed\pictures\p14\pages\vaccinium-myrtillus-1.htmwww.ibiblio.org\herbmed\pictures\p14\pages\vaccinium-myrtillus-2.htmwww.ibiblio.org\herbmed\pictures\p14\pages\vaccinium-myrtillus-3.htmwww.ibiblio.org\herbmed\pictures\p14\pages\vaccinium-myrtillus.htmfonte:
http://www.pharmactiva.com.br/pesquisa_myr.htmhttp://www.luteininfo.com/portugese/1003.shtmlhttp://www.plantamed.hpg.ig.com.br/PG/TEXTOS/NCV/Vaccinium_myrtillus.htmA Embrapa Clima Temperado pode ser contatada por (0--53) 275-8110, fax (0--53) 275-8221, e-mail:
sac@cpact.empraba.br. O site é
www.cpact.embrapa.br .
O Estado de São Paulo - Data Edição: 30/07/03
http://www.todafruta.com.br/todafruta/mostra_conteudo.asp?conteudo=3472 http://ci-66.ciagri.usp.br/pm/ver_1pl.aspDr. Luis Carlos Leme Franco (Curitiba, PR) e outros. Maio, 2004.
Links:ARÁNDANO – MIRTILO -
http://www.lanaturaleza.net/arandano.htmINDEX SYNONYMIQUE DE LA FLORE DE FRANCE -
http://www.inra.fr/Internet/Centres/Dijon/malherbo/fdf/va-vh.htmGLOSSÁRIO SOBRE FRUTAS -
http://www.sk.com.br/sk-fruit.htmlTaxons consultables -
http://biodiver.bio.ub.es/servlet/naturdigit.CercaTotalTaxons?POPLiber Herbarium II -
http://www.liberherbarum.com/-PharmaNavneS.htmEuropean Flora: T to Z -
http://www.ecnc.nl/doc/ecnc/saxifrag/euroflor-tz.htmlCanto Verde -
http://www.rionet.com.br/~cantoverde/m.htmlBol na Mesa:
http://bolnamesa.bol.com.br/ervas/mirtilo.jhtm